Técnica utilizada combina plantio de mudas e lançamento de sementes. A ação foi realizada em dois hectares, mas espera-se reflorestar 30 hectares até o final de 2018

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A ação foi realizada em uma chácara localizada às margens do principal manancial do Distrito Federal. O produtor rural aderiu voluntariamente ao projeto para recuperar a faixa de proteção do lago. Além de voluntários ligados à proteção do meio ambiente, a iniciativa foi reforçada com a compensação ambiental dos impactos gerados pelo projeto cultural Na Praia.

A promotora de Justiça de Defesa do Meio Ambiente Marta Eliana de Oliveira participou do mutirão. “A novidade foi a utilização de técnicas que mesclaram o tradicional plantio de mudas de árvores com o lançamento direto no solo já preparado de sementes variadas de gramíneas, arbustivas e árvores, técnica conhecida por muvuca, por isso o evento também ficou carinhosamente conhecido pelos envolvidos como muvucagem”, explicou a promotora.

A semeadura direta é uma novidade e pode trazer benefícios para o cerrado, uma vez que proporciona a recomposição não só de árvores, mas também de gramíneas e de arbustivas. O objetivo é recuperar os diversos tipos de vegetação do cerrado. Os técnicos demarcaram as áreas em que cada técnica foi utilizada para fazer o monitoramento e constatar qual delas se desenvolve melhor.

Espera-se que a ação beneficie o maior reservatório que abastece Brasília. “Neste ano, marcado por prejuízos e dificuldades causados pela crise hídrica, a expectativa é que as novas plantas consigam adaptar-se melhor às condições do ambiente, que um maior número de árvores chegue à idade adulta e que a nova cobertura vegetal de gramíneas tenha impacto imediato e direto na recomposição dos sistemas produtores de água, já que evitam a perda de solo e que terra chegue ao lago e o assoreie”, afirmou Marta Eliana.

A iniciativa foi articulada pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa) em parceria com a Secretaria de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), a Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Distrito Federal (Emater DF), a Rede De Sementes do Cerrado, a Companhia de Saneamento Ambiental do DF (Caesb), o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), a Associação Pró-descoberto, a World Wildlife Fund (WWF), o Centro Nacional de Avaliação da Biodiversidade e de Pesquisa e Conservação do Cerrado e a Flora do Descoberto (CCB/ICMBio).

Descoberto Coberto

O projeto, nascido de um grupo de trabalho criado pela Promotoria de Justiça de Defesa do Meio Ambiente (Prodema), é coordenado pela Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento do Distrito Federal (Adasa) desde 2009. O objetivo é promover, por meio de parcerias e colaboração dos produtores rurais da região, o reflorestamento e a educação ambiental na Área de Proteção Ambiental (APA) do Descoberto. A unidade de conservação da foi criada para proteger o principal manancial de abastecimento do Distrito Federal. O projeto também visa a reflorestar faixas desmatadas às margens do Lago do Descoberto, que fornece água para cerca de 65% da população do Distrito Federal, e ao longo de cursos d’água e nascentes que o abastecem.

As mudas são fornecidas por entidades parceiras e algumas recebem recursos angariados pela Prodema em medidas alternativas aplicadas a autores de crimes ambientais. Os chacareiros, que aderem voluntariamente ao projeto, responsabilizam-se por cuidar das árvores em sua propriedade. Já foram plantadas cerca de 200 mil mudas desde o início do projeto.

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